sábado, 4 de março de 2017

08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA LUTA DAS MULHERES

De: Marcha Mundial das Mulheres (MMM)

Companheiras,

Neste 08 de março, Dia Internacional da Luta das Mulheres, estaremos na rua contra a reforma da Previdência, contra a violência sexista, pela legalização do aborto e pelo Fora Temer!

O 08 de março será o início de uma longa jornada de lutas, que continua com a greve da educação a partir do dia 15 de março e com todas as agendas que construímos como parte da Frente Popular Brasil.

Este é o evento do bloco da Marcha Mundial das Mulheres no Ato: https://www.facebook.com/events/383261725378876/ Convidamos todas a estarem conosco no ato do dia 08, em um bloco colorido e combativo, com nossos batuques, bandeiras, faixas e camisetas.

08 DE MARÇO DE 2017
PRAÇA DA SÉ, SÃO PAULO
CONCENTRAÇÃO ÀS 15H

Em Marcha permanente até que todas sejamos livres!


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

III CICLO DE DEBATES SOBRE GÊNERO E RELIGIÃO - VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E RELIGIÃO: UM DEBATE NECESSÁRIO

Acontece, no dia 30 de março de 2017, das 13h30 às 18h00, no Auditório do Edifício Capa da Universidade Metodista de São Paulo (Campus Rudge Ramos), a terceira etapa do Ciclo de Debates sobre Gênero e Religião - Violência Doméstica e Religião: um debate necessário, evento realizado pelo Grupo de Estudos de Gênero e Religião Mandrágora/NETMAL em parceria com a Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo.

O evento é a última etapa de um projeto maior e tem como objetivo a elaboração de políticas públicas integradas entre lideranças religiosas e técnicos do poder público que trabalham com violência doméstica. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo link abaixo:

Na primeira etapa do Ciclo de Debates, que aconteceu em 03 de dezembro de 2015, realizamos debates com técnicos/as do poder público que auxiliam mulheres em situação de violência. Neste encontro, foram partilhadas experiências, assim como também foi discutido o perfil religioso das mulheres e dos agressores. As temáticas foram trabalhadas de forma a explicitar as articulações entre gênero e religião.

Na segunda etapa, que aconteceu no dia 02 de junho de 2016, recebemos lideranças religiosas de diversas denominações e grupos religiosos e realizamos uma discussão a respeito da importância da perspectiva de gênero para a melhor compreensão e para o efetivo enfrentamento da violência doméstica contra as mulheres.

Realizados os debates com os dois grupos diretamente envolvidos neste Ciclo de Debates, técnicos/as do poder público e lideranças religiosas, buscamos agora promover políticas públicas que articulem religião e política no enfrentamento da violência.

Em breve postaremos a programação do evento!

Contamos com a participação de tod@s!

Grupo de Estudos de Gênero e Religião Mandrágora/NETMAL

terça-feira, 18 de outubro de 2016

EVENTO - A CULTURA DO ESTUPRO E AS COMUNIDADES RELIGIOSAS



A CULTURA DO ESTUPRO E AS COMUNIDADES RELIGIOSAS

O Brasil é um país perigoso para as mulheres. Dados do Mapa da Violência de 2015 mostram que entre 2003 e 2013, o número de vítimas de homicídio do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762; um aumento de 21% na década. O país tem taxa de 4,8 homicídios por cada 100 mulheres, a quinta maior do mundo em um ranking com 83 países, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Roupa, comportamento, bebida, horário, companhias... São muitos os questionamentos que surgem a respeito de um crime quando a vítima é do sexo feminino. Casos recentes de estupros coletivos ganharam as mídias sociais e reacenderam o debate sobre a persistência de uma CULTURA DO ESTUPRO na sociedade.





Pensando nisso, a Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítima propõe o debate sobre a cultura do estupro e a relação com as comunidades religiosas. O que nós, religiosos, temos a ver com isso?

O evento acontecerá na IGREJA METODISTA EM VILA MARIANA, localizada à Rua Joel Jorge Melo, n. 268, Vila Mariana, São Paulo, às 14h, no dia 22 de outubro de 2016.

Para mais informações acesse:

Contamos com a presença de todxs!



Grupo de Estudos de Gênero e Religião Mandrágora/NETMAL

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

XX SEMANA DE ESTUDOS DE RELIGIÃO - GT GÊNERO E RELIGIÃO

A XX Semana de Estudos de Religião (SER), evento organizado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), ocorreu dos dias 27 a 29 de setembro de 2016 sob o tema "500 anos da Reforma Protestante: críticas e perspectivas".

No referido evento, pudemos contar com a presença do Grupo de Trabalho sobre "Gênero e Religião: tendências e debates", coordenado pelas Profas. Dras. Fernanda Lemos (UFPB) e Naira Pinheiro dos Santos (UMESP).

Abaixo a relação dos trabalhos apresentados:

27/09/2016 - Terça-feira
1. Fernanda Marina Feitosa Coelho - Laicidade no Brasil: os evangélicos e o foco em direitos das chamadas minorias sexuais e de gênero
2. Michel Navas Filho - Vozes vindas do armário: militantes ou limitantes?
3. Elaine Martins Donda - Mulheres do Mangue (Recife-PE): corpos dilacerados e a presença pública evangélica
4. Priscila Kikuchi Campanaro e Cláudia Poleti Oshiro - Associativismo religioso e violência de gênero: possíveis análises e interlocuções
5. Eliana Aparacida Amâncio - Encarando a modernidade e acompanhando a tendência: uma análise de representações de gênero na revista Missão Missionária

28/09/2016 - Quarta-feira
6. Maria de Lourde Ventura de Oliveira - Gênero e religião no Congresso Nacional: uma análise da trajetória de vida e atuação de três deputadas negras evangélicas
7. Patrícia Santos Machado - Círculos de mulheres e a comunicação entre espiritualidades híbridas relacionadas ao Sagrado Feminino
8. Naira Pinheiro dos Santos - Gênero e proselitismo religioso na região do centro de São Paulo
9. Rebbeca Ferreira Lobo Andrade Maciel - Representações católicas sobre a família: discursos de visibilidade e invisibilidade
10. Fernanda Lemos - Teodiceias entre maternidades paradoxais: a religiosidade no enfrentamento da realidade social da maternidade com crianças portadoras de microcefalia

Segue abaixo fotos do GT:








Agradecemos a todas e a todos que participaram como comunicantes ou ouvintes!

Grupo de Estudos de Gênero e Religião Mandrágora/NETMAL

REUNIÃO DO GRUPO DE PESQUISA MANDRÁGORA/NETMAL - 14/09/2016

No dia 14 de setembro de 2016, o Grupo de Estudos de Gênero e Religião Mandrágora/NETMAL recebeu, na reunião mensal de conteúdo, a presença da pesquisadora Jacqueline Moraes Teixeira, doutoranda em Antropologia Social na Universidade de São Paulo (USP).

A apresentação realizada pela pesquisadora teve como título: "As vontades do saber: o pastoreado dos gêneros na Igreja Universal".
De acordo com Jacqueline, o objetivo de sua pesquisa é pensar as relações de gênero na Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), identificando as categorias de governo existentes, a partir do conceito de governo de si encontrado na obra de Michel Foucault.
Desta forma, sua apresentação evidenciou que o poder pastoral na IURD é engendrado nas relações entre as pessoas com o objetivo de produzir sujeitos de prosperidade.

A próxima reunião de conteúdo do Grupo de Estudos Mandrágora/NETMAL acontecerá no dia 19 de outubro de 2016 às 11h30, no Edifício Capa da Universidade Metodista de São Paulo.

Na ocasião ouviremos a pesquisadora e doutoranda da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), Priscila Kikuchi Campanaro, apresentando sua pesquisa nas interseccionalidades entre gênero e migrações.

Fica aberto o convite a todas e todos que quiserem participar!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

CHAMADA PARA O PRÓXIMO VOLUME DA REVISTA MANDRÁGORA!

Para o segundo semestre de 2016, além de artigos para o dossiê sob o tema Identidades e Violências de Gênero, Religião e Sexualidade, serão aceitos também artigos sob temáticas diversas na perspectiva feminista da religião.

Segue-se a chamada para o referido dossiê:


DOSSIÊ: IDENTIDADES E VIOLÊNCIA DE GÊNERO, RELIGIÃO E SEXUALIDADE
Editor do dossiê: Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Fo.


Em 2015 presenciamos ataques e violações aos Direitos Humanos não só no Brasil como no exterior: muitos desses episódios de violências e intolerâncias estavam relacionados diretamente a três marcadores sociais: religião, sexualidade e gênero. É patente o "avanço" na esfera político-partidária de grupos que têm procurado obstaculizar direitos de mulheres, pessoas transgêneras, pessoas homossexuais e pessoas adeptas de religiões de matriz afro-brasileira, como vimos por exemplo nas discussões sobre os Planos Municipais de Educação (PMEs) ao redor do país, quando muitos retiraram termos como "gênero", "diversidade", "sexualidade" e "identidade". É perceptível que muitos desses ataques têm diretamente a ver com as questões identitárias religiosas, de gênero e relacionadas a orientações sexuais e afetivas.


O Dossiê Identidades e Violências de Gênero, Religião e Sexualidade da Revista Mandrágora acolherá trabalhos que problematizem situações de entrave ao senso democrático e à cidadania; pensem em ações reflexivas e proficientes de tomadas de posição em relação às intolerâncias religiosas relacionadas a gênero, sexualidade e/ou orientação sexual e afetiva; reflitam acerca de aspectos teórico-metodológicos relacionados às questões de identitárias religiosas, de gênero e de sexualidade.

Mais informações no Portal da Revista Mandrágora:

REVISTA MANDRÁGORA - Volume 22, no. 1

APRESENTAÇÃO

Um breve olhar para o contexto político no Brasil basta para nos darmos conta do quanto ele está impregnado de religião e imbricado com o gênero. Quer olhemos para a política no plano formal, do legislativo, do judiciário ou do executivo, quer no plano dos movimentos sociais, as religiões marcam presenta e se posicionam em relação às demandas de gênero e de direitos sexuais. É esse debate que ocupa a maior parte das páginas deste número da revista Mandrágora. Apresentamos cinco artigos que traduzem mais uma vez as preocupações de nossa revista diante das questões contemporâneas que envolvem gênero e religião. 
O primeiro texto, de Tatiane dos Santos Duarte, “Uma perspectiva epistemológica feminista sobre o movimento ecumênico brasileiro”, tem como meta entender, etnograficamente, as controvérsias em torno da justiça e da igualdade de gênero nos espaços ecumênicos, onde as interlocutoras disputam a primazia masculina. Essa reflexão, guiada por uma perspectiva epistemológica feminista, analisa como as desigualdades de gênero estruturam e organizam os espaços de atuação política do movimento ecumênico, e como podem ser rebeldemente subvertidas. 
Emerson Roberto da Costa, em seu artigo “Exorcizar o mal que assola a sociedade: a Frente Parlamentar Evangélica e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal”, tem como objetivo analisar, em perspectiva de gênero, a relação entre religião e política no cenário brasileiro e os contornos que a laicidade adquire a partir dessa conjuntura. Em seu texto, considera a atuação de parlamentares federais evangélicos/as na 54ª Legislatura, analisa questões relacionadas aos direitos de reprodução e à sexualidade e aos eventos oriundos da atuação desses/as deputados/as na Comissão de Direitos Humanos e Minorias – CDHM da Câmara Federal. Em “A mulher e a realidade latino-americana: uma análise da teoria da dependência a partir da perspectiva de gênero”, 
José Roberto Alves Loiola trata dos conceitos básicos sobre a teoria da dependência e a teoria de gênero, enquanto análise crítica do imperialismo na América Latina. Discute as ideias de Theotônio dos Santos, Vania Bambirra, Gunder Frank, Ruy Mauro Marini, entre outros, em associação com a noção de gênero de Marcella Althaus-Reid e Carole Pateman. 
Priscila Kikuchi Campanaro no artigo intitulado “Infância, relações de gênero e religião: um debate necessário”, parte de sua experiência de trabalho com o tema da Sociologia da Infância e relações de gênero em um curso de extensão e de reflexões sobre a exclusão da palavra “gênero” do texto do Plano Nacional de Educação (PNE) em 2014, devido à pressão de grupos religiosos presentes no Congresso Nacional, para evidenciar a importância de considerar a infância como um campo de análise importante para os estudos de gênero. 
No último artigo, “Entre madeixas, véus e saias: paradigmas do feminino na Congregação Cristã do Brasil”, Micaele Oliveira Eugênio Costa procura elucidar aspectos que regem a dinâmica da Congregação Cristã do Brasil (CCB). Para tanto, faz um panorama histórico com o objetivo de resgatar as figuras precursoras da CCB. Em um segundo momento, o texto oferece um exercício de interpretação dos princípios, doutrina e relações de gênero intra-comunidade de fé. Ao longo das reflexões, são incorporadas à discussão, como chaves de leitura, as narrativas de algumas cecebianas, para análise da condição feminina nesta instituição religiosa. 
E, por fim, temos a resenha do segundo volume de “Estudos feministas e religião: tendências e debates”, escrita por Fernanda Marina Feitosa Coelho

Desejamos a todas uma boa leitura!


Link para acessar o vol. 22 no. 1 da Mandrágora: https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/MA