terça-feira, 18 de outubro de 2016

EVENTO - A CULTURA DO ESTUPRO E AS COMUNIDADES RELIGIOSAS



A CULTURA DO ESTUPRO E AS COMUNIDADES RELIGIOSAS

O Brasil é um país perigoso para as mulheres. Dados do Mapa da Violência de 2015 mostram que entre 2003 e 2013, o número de vítimas de homicídio do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762; um aumento de 21% na década. O país tem taxa de 4,8 homicídios por cada 100 mulheres, a quinta maior do mundo em um ranking com 83 países, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Roupa, comportamento, bebida, horário, companhias... São muitos os questionamentos que surgem a respeito de um crime quando a vítima é do sexo feminino. Casos recentes de estupros coletivos ganharam as mídias sociais e reacenderam o debate sobre a persistência de uma CULTURA DO ESTUPRO na sociedade.





Pensando nisso, a Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítima propõe o debate sobre a cultura do estupro e a relação com as comunidades religiosas. O que nós, religiosos, temos a ver com isso?

O evento acontecerá na IGREJA METODISTA EM VILA MARIANA, localizada à Rua Joel Jorge Melo, n. 268, Vila Mariana, São Paulo, às 14h, no dia 22 de outubro de 2016.

Para mais informações acesse:

Contamos com a presença de todxs!



Grupo de Estudos de Gênero e Religião Mandrágora/NETMAL

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

XX SEMANA DE ESTUDOS DE RELIGIÃO - GT GÊNERO E RELIGIÃO

A XX Semana de Estudos de Religião (SER), evento organizado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), ocorreu dos dias 27 a 29 de setembro de 2016 sob o tema "500 anos da Reforma Protestante: críticas e perspectivas".

No referido evento, pudemos contar com a presença do Grupo de Trabalho sobre "Gênero e Religião: tendências e debates", coordenado pelas Profas. Dras. Fernanda Lemos (UFPB) e Naira Pinheiro dos Santos (UMESP).

Abaixo a relação dos trabalhos apresentados:

27/09/2016 - Terça-feira
1. Fernanda Marina Feitosa Coelho - Laicidade no Brasil: os evangélicos e o foco em direitos das chamadas minorias sexuais e de gênero
2. Michel Navas Filho - Vozes vindas do armário: militantes ou limitantes?
3. Elaine Martins Donda - Mulheres do Mangue (Recife-PE): corpos dilacerados e a presença pública evangélica
4. Priscila Kikuchi Campanaro e Cláudia Poleti Oshiro - Associativismo religioso e violência de gênero: possíveis análises e interlocuções
5. Eliana Aparacida Amâncio - Encarando a modernidade e acompanhando a tendência: uma análise de representações de gênero na revista Missão Missionária

28/09/2016 - Quarta-feira
6. Maria de Lourde Ventura de Oliveira - Gênero e religião no Congresso Nacional: uma análise da trajetória de vida e atuação de três deputadas negras evangélicas
7. Patrícia Santos Machado - Círculos de mulheres e a comunicação entre espiritualidades híbridas relacionadas ao Sagrado Feminino
8. Naira Pinheiro dos Santos - Gênero e proselitismo religioso na região do centro de São Paulo
9. Rebbeca Ferreira Lobo Andrade Maciel - Representações católicas sobre a família: discursos de visibilidade e invisibilidade
10. Fernanda Lemos - Teodiceias entre maternidades paradoxais: a religiosidade no enfrentamento da realidade social da maternidade com crianças portadoras de microcefalia

Segue abaixo fotos do GT:








Agradecemos a todas e a todos que participaram como comunicantes ou ouvintes!

Grupo de Estudos de Gênero e Religião Mandrágora/NETMAL

REUNIÃO DO GRUPO DE PESQUISA MANDRÁGORA/NETMAL - 14/09/2016

No dia 14 de setembro de 2016, o Grupo de Estudos de Gênero e Religião Mandrágora/NETMAL recebeu, na reunião mensal de conteúdo, a presença da pesquisadora Jacqueline Moraes Teixeira, doutoranda em Antropologia Social na Universidade de São Paulo (USP).

A apresentação realizada pela pesquisadora teve como título: "As vontades do saber: o pastoreado dos gêneros na Igreja Universal".
De acordo com Jacqueline, o objetivo de sua pesquisa é pensar as relações de gênero na Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), identificando as categorias de governo existentes, a partir do conceito de governo de si encontrado na obra de Michel Foucault.
Desta forma, sua apresentação evidenciou que o poder pastoral na IURD é engendrado nas relações entre as pessoas com o objetivo de produzir sujeitos de prosperidade.

A próxima reunião de conteúdo do Grupo de Estudos Mandrágora/NETMAL acontecerá no dia 19 de outubro de 2016 às 11h30, no Edifício Capa da Universidade Metodista de São Paulo.

Na ocasião ouviremos a pesquisadora e doutoranda da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), Priscila Kikuchi Campanaro, apresentando sua pesquisa nas interseccionalidades entre gênero e migrações.

Fica aberto o convite a todas e todos que quiserem participar!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

CHAMADA PARA O PRÓXIMO VOLUME DA REVISTA MANDRÁGORA!

Para o segundo semestre de 2016, além de artigos para o dossiê sob o tema Identidades e Violências de Gênero, Religião e Sexualidade, serão aceitos também artigos sob temáticas diversas na perspectiva feminista da religião.

Segue-se a chamada para o referido dossiê:


DOSSIÊ: IDENTIDADES E VIOLÊNCIA DE GÊNERO, RELIGIÃO E SEXUALIDADE
Editor do dossiê: Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Fo.


Em 2015 presenciamos ataques e violações aos Direitos Humanos não só no Brasil como no exterior: muitos desses episódios de violências e intolerâncias estavam relacionados diretamente a três marcadores sociais: religião, sexualidade e gênero. É patente o "avanço" na esfera político-partidária de grupos que têm procurado obstaculizar direitos de mulheres, pessoas transgêneras, pessoas homossexuais e pessoas adeptas de religiões de matriz afro-brasileira, como vimos por exemplo nas discussões sobre os Planos Municipais de Educação (PMEs) ao redor do país, quando muitos retiraram termos como "gênero", "diversidade", "sexualidade" e "identidade". É perceptível que muitos desses ataques têm diretamente a ver com as questões identitárias religiosas, de gênero e relacionadas a orientações sexuais e afetivas.


O Dossiê Identidades e Violências de Gênero, Religião e Sexualidade da Revista Mandrágora acolherá trabalhos que problematizem situações de entrave ao senso democrático e à cidadania; pensem em ações reflexivas e proficientes de tomadas de posição em relação às intolerâncias religiosas relacionadas a gênero, sexualidade e/ou orientação sexual e afetiva; reflitam acerca de aspectos teórico-metodológicos relacionados às questões de identitárias religiosas, de gênero e de sexualidade.

Mais informações no Portal da Revista Mandrágora:

REVISTA MANDRÁGORA - Volume 22, no. 1

APRESENTAÇÃO

Um breve olhar para o contexto político no Brasil basta para nos darmos conta do quanto ele está impregnado de religião e imbricado com o gênero. Quer olhemos para a política no plano formal, do legislativo, do judiciário ou do executivo, quer no plano dos movimentos sociais, as religiões marcam presenta e se posicionam em relação às demandas de gênero e de direitos sexuais. É esse debate que ocupa a maior parte das páginas deste número da revista Mandrágora. Apresentamos cinco artigos que traduzem mais uma vez as preocupações de nossa revista diante das questões contemporâneas que envolvem gênero e religião. 
O primeiro texto, de Tatiane dos Santos Duarte, “Uma perspectiva epistemológica feminista sobre o movimento ecumênico brasileiro”, tem como meta entender, etnograficamente, as controvérsias em torno da justiça e da igualdade de gênero nos espaços ecumênicos, onde as interlocutoras disputam a primazia masculina. Essa reflexão, guiada por uma perspectiva epistemológica feminista, analisa como as desigualdades de gênero estruturam e organizam os espaços de atuação política do movimento ecumênico, e como podem ser rebeldemente subvertidas. 
Emerson Roberto da Costa, em seu artigo “Exorcizar o mal que assola a sociedade: a Frente Parlamentar Evangélica e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal”, tem como objetivo analisar, em perspectiva de gênero, a relação entre religião e política no cenário brasileiro e os contornos que a laicidade adquire a partir dessa conjuntura. Em seu texto, considera a atuação de parlamentares federais evangélicos/as na 54ª Legislatura, analisa questões relacionadas aos direitos de reprodução e à sexualidade e aos eventos oriundos da atuação desses/as deputados/as na Comissão de Direitos Humanos e Minorias – CDHM da Câmara Federal. Em “A mulher e a realidade latino-americana: uma análise da teoria da dependência a partir da perspectiva de gênero”, 
José Roberto Alves Loiola trata dos conceitos básicos sobre a teoria da dependência e a teoria de gênero, enquanto análise crítica do imperialismo na América Latina. Discute as ideias de Theotônio dos Santos, Vania Bambirra, Gunder Frank, Ruy Mauro Marini, entre outros, em associação com a noção de gênero de Marcella Althaus-Reid e Carole Pateman. 
Priscila Kikuchi Campanaro no artigo intitulado “Infância, relações de gênero e religião: um debate necessário”, parte de sua experiência de trabalho com o tema da Sociologia da Infância e relações de gênero em um curso de extensão e de reflexões sobre a exclusão da palavra “gênero” do texto do Plano Nacional de Educação (PNE) em 2014, devido à pressão de grupos religiosos presentes no Congresso Nacional, para evidenciar a importância de considerar a infância como um campo de análise importante para os estudos de gênero. 
No último artigo, “Entre madeixas, véus e saias: paradigmas do feminino na Congregação Cristã do Brasil”, Micaele Oliveira Eugênio Costa procura elucidar aspectos que regem a dinâmica da Congregação Cristã do Brasil (CCB). Para tanto, faz um panorama histórico com o objetivo de resgatar as figuras precursoras da CCB. Em um segundo momento, o texto oferece um exercício de interpretação dos princípios, doutrina e relações de gênero intra-comunidade de fé. Ao longo das reflexões, são incorporadas à discussão, como chaves de leitura, as narrativas de algumas cecebianas, para análise da condição feminina nesta instituição religiosa. 
E, por fim, temos a resenha do segundo volume de “Estudos feministas e religião: tendências e debates”, escrita por Fernanda Marina Feitosa Coelho

Desejamos a todas uma boa leitura!


Link para acessar o vol. 22 no. 1 da Mandrágora: https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/MA

terça-feira, 17 de maio de 2016

SEGUNDA ETAPA DO CICLO DE DEBATES SOBRE GÊNERO E RELIGIÃO - VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E RELIGIÃO: UM DEBATE NECESSÁRIO

Acontece, no dia 02 de junho, quinta-feira, das 09h às 17h, no Auditório do Edifício Iota da Universidade Metodista de São Paulo (Campus Rudge Ramos), a segunda etapa do Ciclo de Debates sobre Gênero e Religião - Violência Doméstica e Religião: um debate necessário, evento realizado pelo Grupo de Estudos de Gênero e Religião Mandrágora/NETMAL em parceria com a Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo.

O evento tem como objetivo promover um debate a respeito da relação entre violência doméstica e religião, seja do ponto de vista da influência da religião na perpetuação do ciclo de violência, ou de sua importância no processo de enfrentamento da violência. O evento será destinado a lideranças religiosas. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo endereço eletrônico: https://goo.gl/F0fBL9

Na primeira etapa do Ciclo de Debates, que aconteceu em 03 de dezembro de 2015, realizamos um debate com técnicos do poder público que auxiliam mulheres em situação de violência. Neste encontro foram partilhadas experiências, assim como também foi discutido o perfil religioso das mulheres e dos agressores. As temáticas foram trabalhadas de forma a explicitar as articulações entre gênero e religião.

Nesta segunda etapa, que acontecerá no dia 02 de junho de 2016, haverá uma reunião com lideranças religiosas com o intuito de discutir as relações entre violência doméstica e religião, com destaque para a importância da perspectiva de gênero para melhor compreensão e para o efetivo enfrentamento da violência contra as mulheres.

Posteriormente, já na terceira etapa e última etapa, que será realizada no segundo semestre de 2016, o debate será realizado conjuntamente com técnicos do poder público e lideranças religiosas, com o intuito de propor ações integradas no enfrentamento da violência entre esses dois setores fundamentais.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO DIA 02 DE JUNHO:



segunda-feira, 2 de maio de 2016

CICLO DE DEBATES SOBRE GÊNERO E RELIGIÃO - VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E RELIGIÃO: UM DEBATE NECESSÁRIO

O Grupo de Estudos Mandrágora/NETMAL, em parceria com a Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo tem o prazer de convidá-los para a segunda etapa do Ciclo de Debates sobre Gênero e Religião:

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E RELIGIÃO: UM DEBATE NECESSÁRIO

O evento acontecerá no dia 02 DE JUNHO, das 09h às 17h, Auditório do Edifício Iota da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), à Rua Planalto, nº 106, Rudge Ramos, São Bernardo do Campo (SP).

As inscrições podem ser realizadas através do endereço:


Na primeira etapa do Ciclo de Debates, realizada em 03 de dezembro de 2015, realizamos um debate com técnicos do poder público que auxiliam mulheres em situação de violência.

Nesta segunda etapa, que acontecerá no dia 02 de junho de 2016, haverá uma reunião com lideranças religiosas sobre a relação entre violência doméstica e religião, com destaque para a importância da perspectiva de gênero para melhor compreensão e para efetivo enfrentamento da violência doméstica contra as mulheres.

Posteriormente, na terceira etapa que será realizada no segundo semestre de 2016, o debate será realizado conjuntamente com técnicos do poder público e lideranças religiosas, com o intuito de propor ações integradas no enfrentamento da violência entre esses dois setores fundamentais.

(Em breve postaremos a programação do evento).